01 de Julho de 2026

Enquanto houver vida, haverá motivos para acreditar.

Minha gestação estava tranquila até as 25 semanas, quando minha pressão começou a subir. Com 26 semanas, recebi o diagnóstico de pré-eclâmpsia grave, associada à síndrome de HELLP. Meus órgãos estavam comprometidos e, mesmo com o coraçãozinho da Isabella batendo forte, os médicos precisaram interromper a gestação para salvar nossas vidas. Ainda ouvi que ela tinha apenas 1% de chance de sobreviver.

A Isabella nasceu em 20 de fevereiro de 2019, com apenas 26 semanas, pesando 540 g e medindo 28 cm. Não pude vê-la ao nascer. Ela foi levada para a UTI Neonatal, e eu também fui internada na UTI. Só a conheci dois dias depois.

Foram quatro meses de muita luta. Ela enfrentou cinco paradas cardíacas, cinco transfusões de sangue, ficou três meses entubada, teve broncodisplasia pulmonar, uma pequena hemorragia cerebral, que desapareceu sem sequelas, e um sopro no coração, que se fechou sozinho.

Todos os dias eu estava ao lado dela. Chorei, senti medo e me desesperei muitas vezes, mas nunca perdi a fé. Quando olhava para aquela bebê tão pequena e frágil, parecia impossível imaginar tudo o que ainda viveríamos juntas. Mas, dia após dia, ela foi crescendo, lutando e vencendo.

Recebemos alta em 2 de julho de 2019, sem saber como seria seu futuro. Os médicos nos prepararam para possíveis sequelas, mas Deus escreveu uma história diferente. Hoje, a Isabella tem 7 anos, é saudável, feliz e não ficou com nenhuma sequela da prematuridade extrema.

Nossa história prova que a prematuridade não define o futuro de uma criança. Enquanto houver vida, haverá motivos para acreditar.

Minha eterna gratidão à equipe do Hospital Universitário Alzira Vellano, de Alfenas/MG. Obrigada por nunca desistirem da Isabella e por fazerem parte da nossa história. Que Deus abençoe cada um de vocês.

Responsabilidade do conteúdo por conta do autor, não reflete o posicionamento da ONG. Não nos responsabilizamos pela veracidade dos fatos.

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