21 de Maio de 2026

Arthur

Meu nome é Camila, sou mamãe do Arthur, um bebê prematuro de 30s. A nossa história começou quando eu estava com 29s. No dia 21 de agosto, minha bolsa estourou. Fui para uma maternidade e lá descobri que estava com 4 cm de dilatação. Fui transferida para outra maternidade de risco, pois estava com bolsa rota.

Lá recebi todo o cuidado para tentar segurá-lo até às 35s. Tomei medicamentos que pararam as contrações, tomei medicamentos para os pulmões dele amadurecerem, mas no dia 25, às 17:00, voltei a ter contrações ritmadas. Quando fizeram o toque, eu já estava com 6 cm. Subi para o centro cirúrgico para aguardar e ver se as contrações iriam parar ou continuar, mas continuaram.

Quando deu umas 00:00 e pouca, tive descolamento de placenta e hemorragia grave, o que quase nos levou a óbito. Às 00:44, meu filho nasceu pesando exatamente 1.166 kg, com 36 cm, de 30s, de parto cesárea de emergência. Teve algumas complicações e precisou ser reanimado. Para honra e glória do Senhor, ele ficou bem.

Ele passou 2 meses internado. Na UTI, passou exatos 1 mês e 15 dias, onde teve enterocolite com 10 dias de nascido, que se agravou e evoluiu para embolia pulmonar. Os rins dele pararam. Entre isso tudo, ele teve várias complicações, como paradas respiratórias. Quando ele estava se recuperando, pegou uma bactéria chamada klebsiella. Ele ficou entubado desde a embolia pulmonar, e logo após descobrirem essa bactéria, ficou em isolamento, onde teve todo o tratamento adequado.

Com o tempo, foi melhorando e, graças a Deus, foi extubado e teve alta para o canguru alguns dias depois da melhora dele, onde teve todo um cuidado especial e passamos 15 dias.

Hoje, apesar das dificuldades que passamos, Deus sempre esteve presente, tomando conta de tudo. No dia 26 de outubro, ele recebeu alta do canguru para casa, pesando 2.100 kg, com dois meses de idade cronológica. Hoje, meu filho tem 8 meses e é um bebê saudável. Ganhou alta sem nenhuma sequela, é bastante desenvolvido e ainda faz acompanhamento no seguimento.

Eu serei eternamente grata a cada um que passou por essa jornada. Arthur é um milagre, e é um prazer poder compartilhar nossa história de superação com cada um de vocês.

Se você, mãezinha, está passando por isso, acredite que tudo é um processo. Ser mãe de UTI é viver um dia de cada vez, é esperar e respeitar o momento dos nossos bebês. Acredite e confie que Deus está cuidando de tudo. 

Responsabilidade do conteúdo por conta do autor, não reflete o posicionamento da ONG. Não nos responsabilizamos pela veracidade dos fatos.

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