Notícias

05.07.2021

Pequeno Príncipe Guerreiro

“Me chamo Taynara, moro no Sul de Minas Gerais, tenho em casa um pequeno milagrinho. Desde muito novinha meu sonho era ser mãe, eu queria um filho mais que qualquer outra coisa em minha, e assim após dois meses de casamento e poucas tentativas eu recebi meu tão sonhado positivo. Minha gestação foi maravilhosa, tudo corria bem, em 22 de Abril de 2015 eu havia feito o ultrassom morfológica e descobri que um príncipe estava a caminho, o parto estava previsto para o início de agosto, mais precisamente dia cinco, o dia do meu aniversário. Eu fazia meu pré natal pelo SUS e em minha cidade a partir da trigésima semana as gestantes eram enviadas para o obstetra da Santa Casa da cidade que seria o médico responsável pelo parto.


E dia 25 de maio eu com 30 semanas de uma gestação maravilhosa, fui contente para a consulta, afinal eu estava cada dia mais perto de estar com meu príncipe nos braços. O médico veio com uma fita métrica, mediu minha barriga e foi logo dizendo: Você não está de 30 semanas, são 26 ou 27 semanas no máximo. Então lhe expliquei minha história de uma mulher que planejou a gravidez, e que sabia a data exata da concepção. Ele me pediu para que fizesse um ultrassom para confirmar a DPP. No dia 18 sai da escola, dizendo que voltaria após o ultrassom que estava marcado para nove horas. Mas não voltei, durante o exame, foi constatado que meu líquido estava baixíssimo, meu príncipe pesava 1kg e eu estava de 32 semanas e 6 dias, ele estava em sofrimento fetal e o médico de plantão foi curto e grosso: Temos que interromper a gestação!


Eu e meu marido sofremos tanto com esta notícia, mas Deus estava preparando os nossos caminhos. Eu fui transferida para um ótimo hospital onde me explicaram tudo sobre o que estava ocorrendo, tive oligodramnia e meu filho estava CIUR. Após confirmar o sofrimento fetal, o parto foi feito no dia 19 de Junho de 2015, meu príncipe João Antônio, nasceu pesando 900 gramas, e ainda com sepse neonatal, mas nasceu guerreiro, e lutou contra a infecção, contra a prematuridade e com apenas 48 horas de nascido, respirou sozinho.


Foram 42 longos dias na Neo Natal até que ele atingisse o tão sonhado peso de alta, o que eu vivi nesses 42 dias foi a prova de que Deus age silenciosamente em nossas vidas.Eu sofri muito, mas aprendi que um ser tão pequeno como nossos prematuros podem nos dar grandes lições, quando eu peguei meu filho pela primeira vez e senti seu cheiro, segurei sua pequena mãozinha, vi o quanto ele era frágil, porém forte ao mesmo tempo por estar ali ainda eu senti que um dia tudo aquilo ficaria no passado, que eu sairia dali carregando meu bebê, que eu tinha que suportar por ele.
Não foi fácil, tive muito medo, mas hoje estou aqui fazendo este relato que servirá para muitas outras mães que assim como eu, que nunca imaginou viver um milagre de forma tão intensa, viu Deus no nascimento de um pequeno príncipe guerreiro!”


(Relato da mamãe Taynara, enviado em 2020)

Compartilhe esta história

Histórias Reais

Veja histórias por:

Receba as novidades

Assine nossa newsletter e fique por dentro de tudo que acontece no universo da prematuridade.