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24.11.2022

Nunca separe um bebê de sua mãe. “Nem se” e “mesmo que” ele seja prematuro

Apesar de novembro continuar roxo até o final do mês, eu nem ia escrever mais sobre o prematuro, massssss.... como nada acontece por acaso, hoje de manhã esse estudo meio que “caiu nas minhas mãos”.

Nem todos os prematuros passam por um “estágio” na unidade de terapia intensiva neonatal quando nascem. Alguns deles, mesmo tendo nascido antes de 37 semanas, conseguem condições de terem alta com a mãe e continuar sua vida em casa, sem necessidade de um cuidado neonatal mais específico.

Mesmo nesses casos, vale lembrar a questão da idade corrigida para a conta de 40 semanas, especialmente quando abordamos seu crescimento e desenvolvimento. Assim, um bebê que nasceu com 36 semanas de gestação deve sempre ter seu acompanhamento adaptado com “tolerância” de 4 semanas (o que faltaria par as 40 semanas).

Introdução alimentar aos 6 meses após aleitamento materno exclusivo até então muda para 6 meses e 4 semanas. Mas pode? Deve. O desenvolvimento do bebê prematuro pode não o capacitar a se sentar adequadamente e a ter outros sinais de prontidão para que se inicie a alimentação complementar. Além disso, seu sistema digestório pode não estar pronto para receber e digerir os alimentos, causando dificuldades de assimilação e eliminação dos componentes dessa nova forma de nutrição.

Assim vale para os marcos de desenvolvimento. Sempre com 4 semanas (nesse caso) de tolerância. Somente as vacinas seguem calendário de idade cronológica e não corrigida para 40 semanas. Informações sobre a imunização de prematuros são importantes e estão no site da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

Foi publicado um novo estudo, associando a presença e o vínculo dos pais ao desenvolvimento dos filhos prematuros internados em UCIN (Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais), ambiente importante e fundamental, mas que não é natural, que pode afetar a organização de sua rede cerebral.

O estudo foi realizado em conjunto nas Universidades de Helsinque e de Columbia onde todos os bebês receberam cuidados prematuros normais de alto padrão. Para efeito da pesquisa, uma parte desses bebês recebeu uma Intervenção de Nutrição Familiar (INF), para fortalecer o vínculo e a conexão emocional mãe-bebê. A intenção foi comparar os dois grupos (com e sem INF) em parâmetros de desenvolvimento e cognição mais tarde.

Assim, um grupo de prematuros recebeu orientação para facilitação nas interações sensoriais mais íntimas com suas mães durante o período de internação.

Os resultados foram animadores e demonstraram que apoiar a conexão emocional entre a mãe e seu bebê prematuro após o nascimento na UCIN do hospital melhora o desenvolvimento cerebral do bebê, e foi comparável a bebês saudáveis nascidos a termo, além do que aqueles bebês que receberam somente os cuidados padrão.

Assim, a proposta de não separar mães de seus bebês prematuros e, ao contrário, reforçar os contatos próximos, com facilitação precoce da conexão humana direta, pode prevenir algumas das anormalidades observadas em bebês prematuros e melhorar o desempenho cognitivo mais tarde durante a infância. Os resultados sugerem, então, que promover a conexão humana (mãe e família, com seus bebês) pode ter efeitos benéficos no desenvolvimento do cérebro em bebês prematuros.

Relembrando as campanhas do novembro roxo de 2.021(SEPARAÇÃO ZERO: AJA AGORA. Mantenha pais e bebês prematuros juntos), até agora, em 2.022 (Garanta o contato pele a pele com os pais desde o momento do nascimento) agora com comprovação científica (como se precisasse, né?).

Acho que, por enquanto, talvez, se nada mais acontecer, quase paro por aqui nesse mês.

Não sem antes reforçar:

DOE LEITE.

PARA UM BEBÊ A TERMO, LEITE HUMANO É SAÚDE.

PARA UM PREMATURO, LEITE HUMANO É VIDA.

Fonte: Pediatria e Homeopatia

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