31 de Março de 2026

Nossa mini Mulher-Maravilha - Amália

Minha gestação foi tranquila. Até chegar às 25 semanas: diagnóstico de colo curto. Na semana seguinte, com 26 semanas, numa quinta-feira, eu estava sentindo dores. Fui ao meu médico, e ele me encaminhou para o Hospital Unimed. Me examinaram, me internaram em torno de 21h e iniciaram medicação para inibir o parto e aplicaram corticoide. Ali, eu entendi que estava em trabalho de parto há algumas horas.

As dores só aumentavam. Às 2h da manhã, minha bolsa estourou. Então, me pediram para aguentar o máximo que eu conseguisse. Perto das 9h da manhã, com muita dor, eu insisti para a enfermeira dar uma olhada; eu senti algo diferente. Minha filha estava nascendo pélvica, com os pezinhos saindo. Então, fui para uma cesárea de emergência.

No dia 18/07/2025, às 09:07, minha filha nasceu de 26 semanas e 3 dias, pesando 866 g. Não pude pegar minha filha no colo, mas meu marido tirou uma foto, e eu sei que ela já nasceu de olhinhos abertos, toda curiosa para conhecer o nosso mundo. Dali, foi direto para a incubadora, entubada, para a UTI neonatal.

Minha filha passou por muita coisa, e eu estive com ela todos os dias durante 86 dias de UTI e 4 dias de maternidade. Com 29 semanas e 1 kg, ela precisou passar por uma cirurgia para fechar o canal PCA. Como consequência, teve pneumotórax. Teve sepse. Cada dia que passava era uma vitória. Teve dificuldade com a dieta, por imaturidade do intestino. Cogitaram cirurgia, mas, da noite para o dia, melhorou e foi evoluindo na dieta.

E eu fiz tudo o que uma mãe poderia fazer: rezei. Rezava a todo momento. Conversava com a Amália a todo momento. Fizemos muito método canguru. Toda noite, antes de eu ir para casa, eu dizia para ela: “Firmes, fortes e juntas sempre, filha, com o Papai do Céu”. E assim foi.

Amália recebeu alta da UTI para o setor de prematuros (ainda dentro da UTI) no dia de Nossa Senhora, 12 de outubro. E tivemos alta definitiva do hospital no dia 18 de outubro, quando ela completou 3 meses de vida — de muita vida!

Sou grata a Deus e a Nossa Senhora por estarem conosco, por cuidarem da minha filha, por curarem a minha filha. Hoje, ela está quase completando 9 meses cronológicos e 6 meses corrigidos, sem sequelas, crescendo e se desenvolvendo super bem.

Amália é nosso milagre. Nossa mini Mulher-Maravilha! Nossa vida!

Responsabilidade do conteúdo por conta do autor, não reflete o posicionamento da ONG. Não nos responsabilizamos pela veracidade dos fatos.

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