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26.08.2026

Mudanças no calendário vacinal dos EUA preocupam especialistas e reforçam a importância da vacinação infantil

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), parceira institucional da ONG Prematuridade.com, publicou um posicionamento manifestando preocupação com as recentes mudanças anunciadas no calendário de vacinação infantil dos Estados Unidos.

Entre as medidas estão a redução do número de imunizantes recomendados para crianças, de 18 para 11, e a substituição da vacina tríplice viral pela administração separada das vacinas contra sarampo, caxumba e rubéola. Segundo a SBIm, as justificativas apresentadas para essas mudanças não possuem embasamento científico.

Embora se trate de uma decisão adotada nos Estados Unidos, seus possíveis efeitos não ficam restritos às fronteiras daquele país. Em um mundo conectado, informações e desinformação circulam rapidamente. Além disso, o intenso deslocamento internacional de pessoas favorece a circulação de agentes infecciosos. Para a SBIm, o enfraquecimento de estratégias de vacinação em um país com grande fluxo internacional pode repercutir globalmente, inclusive pela amplificação de discursos contrários às vacinas.

Isso merece atenção também no Brasil

Vacinas que hoje fazem parte da rotina das crianças contribuíram para reduzir drasticamente doenças potencialmente graves. A SBIm lembra, por exemplo, que os casos de meningite C no Brasil caíram de 1.213, em 2010, quando a vacina foi introduzida no Programa Nacional de Imunizações (PNI), para 225 em 2025. A entidade também destaca os resultados alcançados no controle do sarampo, da rubéola, da síndrome da rubéola congênita e da hepatite B.

Para a comunidade da prematuridade, essa discussão é especialmente importante. Bebês prematuros constituem uma população particularmente vulnerável às infecções e às suas complicações. A proteção adequada e no momento oportuno é, portanto, parte essencial do cuidado. O próprio documento da SBIm destaca a efetividade da imunização contra o vírus sincicial respiratório (VSR), importante causa de hospitalizações em bebês: dados citados pela entidade mostram redução expressiva do risco de internação, inclusive em UTI.

Outro alerta importante é que separar vacinas que podem ser administradas conjuntamente significa aumentar o número de visitas, prolongar períodos de desproteção e elevar a possibilidade de abandono do esquema vacinal. A SBIm também reforça que receber vacinas combinadas ou mais de uma vacina no mesmo dia não “sobrecarrega” o sistema imunológico.

A ONG Prematuridade.com manifesta seu apoio ao posicionamento de sua parceira institucional, a SBIm. Consideramos preocupante qualquer movimento que possa representar retrocesso nas conquistas obtidas pela vacinação ou ampliar a desconfiança da população em relação às imunizações.

Proteger a vacinação baseada em evidências científicas é proteger crianças, famílias e toda a sociedade. Para os bebês que nasceram prematuramente, essa proteção assume uma importância ainda maior.

Acesse aqui o documento da SBIm.

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