24 de Março de 2026

Marina Maria

Desde o início da minha gestação, já sabíamos que ia ser difícil, pois tenho pressão alta e já fazia uso de medicamentos mesmo antes de descobrir a gravidez. Porém, não sabíamos que ia ser tão difícil.

Quando descobrimos nossa menina, foi a maior felicidade, pois ela teria o nome da minha mãe, que é falecida há 5 anos. Ela era a nossa esperança. Desde o primeiro dia de pré-natal, foi considerada uma gravidez de risco, e então fui encaminhada à cidade vizinha para fazer acompanhamento, pois a minha cidade é pequena e não temos hospital, apenas PSF.

No dia 17/09, fui para uma consulta de rotina, e minha pressão estava muito alta. Fui encaminhada ao Hospital Regional Antônio Dias, em Patos de Minas, e lá fiquei internada já com complicações e suspeita de pré-eclâmpsia. Eu estava com 22 para 23 semanas, e veio o diagnóstico de pré-eclâmpsia.

No primeiro momento, as médicas me davam esperança de irmos até 28 semanas, mas, quando completei as 23 semanas, veio a notícia de que fariam a cesárea de emergência, pois eu estava correndo risco de vida. Em meio ao desespero, ganhamos uma graça: naquele dia, não seria feita a cesárea, que iriam esperar mais. Foram 13 dias no hospital, 8 dias na casa de apoio à gestante, e fomos para casa, finalmente.

Com consultas semanais, voltávamos toda semana com a esperança de que iríamos voltar para casa e que estava tudo bem. E assim foi até as 30 semanas, quando fomos a uma consulta de rotina e, no ultrassom, minha filha estava com restrição de peso, e eu estava quase sem líquido amniótico. Me internaram para tomar as injeções para amadurecimento dos pulmões dela.

No dia 18/11, às 16:55, com 31 semanas e 2 dias, com apenas 1,270 kg, nasceu nossa Marina Maria. Não pude pegá-la, pois teve que ser entubada lá na sala mesmo e ir direto para o CTI neonatal. E lá começamos nossa luta.

Eu, operada, não ficava um dia sequer longe dela. Por 29 dias, ela permaneceu no CTI neonatal, entre respiradores, mas, graças a Deus, sem nenhuma intercorrência a mais. Aos 29 dias, fomos para a enfermaria pediátrica, onde eu pude ficar com ela. Ela ainda estava no respirador e com sonda. Eu sempre tirava leite, mas complementávamos com fórmula, pois meu leite foi pouco.

Lá ficamos 23 dias. Ela não conseguia sair do respirador, pois estava com anemia e com a hemoglobina baixa. Foi feita uma hemotransfusão e um tratamento com betametasona (corticoide) para ela conseguir sair do respirador e retirar a sonda.

No dia 07/01, tivemos a tão sonhada alta e viemos para casa. Marina veio pesando 2,388 kg e, hoje, com mais de 4 quilos, é a nossa alegria dentro de casa.

Deixo um recado para as mamães de prematuros: nunca percam a fé.

Responsabilidade do conteúdo por conta do autor, não reflete o posicionamento da ONG. Não nos responsabilizamos pela veracidade dos fatos.

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