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Semana Municipal da Prematuridade entra no calendário oficial de Santos

04/10/2019 I Caminhada da Prematuridade em Santos realizada em 2018

Conquista é de grande importância para o enfrentamento da prematuridade na região

Santos, setembro de 2019 – O prefeito Paulo Alexandre Barbosa sancionou o Projeto de Lei que institui a Semana Municipal da Prematuridade na cidade de Santos, a ser celebrada anualmente na semana do dia 17 de novembro. A decisão foi publicada no Diário Oficial de Santos no dia 16 de setembro de 2019. De autoria da vereadora Audrey Kleys, o projeto de lei nº 247/2018 foi aprovado por unanimidade nas duas sessões de votação na Câmara Municipal de Santos.

Novembro é o mês internacional de sensibilização para a causa da prematuridade. Com o objetivo de alertar sobre o crescente número de partos prematuros e debater como preveni-los, foi estabelecido o dia 17 de novembro como o Dia Mundial da Prematuridade.

Santos é reconhecida como a pioneira na implantação do método Canguru no Brasil e considerada referência dessa metodologia no país. Com um índice de 10% para nascimentos prematuros, abaixo da média nacional de 11,5%, Santos é uma cidade de tradição nos atendimentos em neonatologia e gestação de alto risco, que vem buscando melhorar esses indicadores.

De acordo com dados do IBGE, em 2016 foram registrados 23.858 nascimentos na Baixada Santista, o que significa que 2.385 bebês nasceram prematuramente naquele ano. Uma recente pesquisa da ONG Prematuridade.com aponta que a média de internação na UTI Neonatal é de 51 dias para os prematurinhos, o que representa um custo anual de cerca R$ 113 milhões para a nossa região.

Esses números espelham um estudo apresentado no XXIV Congresso Brasileiro de Custos de 2017, que apontou que a média de custos diários por paciente na UTI Neonatal foi de R$ 934,48. Levando-se em consideração esses dados, o total estimado para os 51 dias de internação de cada paciente chegaria a R$ 47.658,48.

Além dos elevados custos com a primeira internação na UTI Neonatal após o nascimento, o tratamento multidisciplinar após a alta também resulta em grandes despesas. De acordo com o Dr. Gabriel Variane, Fundador da PBSF – Protecting Brains & Saving Futures e membro de um Painel de Especialistas responsável pela Estimativa de Utilização de Recursos e Custos Médicos Diretos no Manejo das Complicações Relacionadas ao Mau Gerenciamento da Temperatura em Neonatos com Risco de Asfixia Perinatal, sob a Perspectiva do Sistema de Saúde Suplementar, 2017, uma criança com deficiência grave teria custo direto em saúde na ordem de quase 3 milhões (em 20 anos).

“As principais complicações da prematuridade são a síndrome do desconforto respiratório, sepse, hemorragia intraventricular e enterocolite necrosante. Essas complicações geram um ônus elevado para a família e para o sistema de saúde, seja privado ou público. Uma parcela considerável de partos prematuros poderia ser prevenida por meio de uma boa assistência à gestante durante o pré-natal. O nascimento de um recém-nascido prematuro implica em risco de morte elevado e morbidades em curto e longo prazo, com sequelas como restrição de crescimento, disfunções auditivas e visuais, doença pulmonar crônica, paralisia cerebral, além de outras alterações cognitivas e psiquiátricas”, ressalta a Dra. Lilian Sadeck, Pediatra e Neonatologista do Centro Neonatal do Instituto da Criança da FMUSP.

De acordo com a Dra. Josiane Quintiliano Xavier de Castro, médica da seção de vigilância da mortalidade materno infantil de Santos, “a mortalidade infantil é um dos principais indicadores da qualidade da assistência em saúde. Vale ressaltar a participação dos recém-nascidos nestes índices, em particular os prematuros por suas peculiaridades que os tornam ainda mais vulneráveis. No primeiro semestre de 2019, finalmente conseguimos reduzir o coeficiente de mortalidade infantil da Baixada para 8,5 óbitos por mil bebês, superando a meta estipulada em 10 por mil bebês. Além da enorme satisfação, essa conquista nos dá força para continuar na luta, pois a troca de conhecimentos, a qualificação e a reciclagem dos profissionais, são fundamentais”.

A ONG Prematuridade.com está organizando diversas ações para o Novembro Roxo na cidade de Santos, incluindo o 1º Seminário Internacional de Neonatologia da Baixada Santista, com apoio da Sociedade Brasileira de Pediatria e Sociedade Paulista de Pediatria nos dias 4 e 5 de novembro, na Associação Paulista de Medicina de Santos.
Também estão previstos a Iluminação de alguns pontos turísticos da cidade na cor roxa em alusão ao Mês Mundial da Prematuridade e a Segunda Caminhada da Prematuridade de Santos, que acontecerá domingo, dia 17/11, com concentração às 9 horas em frente à Concha Acústica. A caminhada percorrerá a orla da praia até a Praça das Bandeiras.



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