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Projeto Nasci Prematuro Brasil busca identificar a realidade do nascimento pré-termo no Brasil

14/09/2020 Pesquisa da ONG Prematuridade.com faz integração de dados de toda a vida dos prematuros nascidos no Brasil nas últimas décadas.

Pesquisa da ONG Prematuridade.com faz integração de dados de toda a vida dos prematuros nascidos no Brasil nas últimas décadas

O seguimento dos prematuros a longo prazo é bastante comum no exterior. O acompanhamento de prematuros extremos até a vida adulta produziu muitos conhecimentos a respeito das consequências de nascer prematuro na vida adulta. Da mesma forma, a importância do ponto de vista da família e da convivência com as dificuldades impostas pelas sequelas da prematuridade vêm à tona, revelando a percepção de pais e dos prematuros.

Além do reconhecimento das alterações na saúde a longo prazo inerentes à prematuridade, sabe-se pouco a respeito do bem-estar subjetivo desses egressos da UTI Neonatal. O bem-estar subjetivo é o que se relaciona a crenças e sentimentos individuais e está ligado às relações sociais e de saúde. É importante que possamos compreender as sequelas adultas da prematuridade com ênfase na percepção subjetiva desses adultos. Como eles percebem a sua saúde, seus relacionamentos sociais, seus empregos, suas vidas?

“No Brasil, desconhecemos trabalhos que descrevam o estado de saúde e de relações sociais dos prematuros. Temos excelentes serviços de acompanhamento após a alta, mas o tempo de seguimento acaba sendo limitado. Estudos de seguimento como esses são muito difíceis de se fazer, pois carregam uma dificuldade imensa em manter o contato com os pacientes. Nesse sentido, o Projeto Nasci Prematuro no Brasil pretende começar a mapear a realidade dos brasileiros que nasceram prematuros e que já são adultos”, diz a Dra. Mariana González, neonatologista e membro do Conselho Científico da Associação Brasileira de Pais de Bebês Prematuros (ONG Prematuridade.com).

Prematuridade no Brasil

O bebê que nasce com menos de 37 semanas de gestação (36 semanas e 6 dias) é considerado prematuro, ou pré-termo. No Brasil, o nascimento de bebês prematuros corresponde a 12,4% dos nascidos vivos, de acordo com dados do Sistema de Informações Sobre Nascidos Vivos (Sinasc) e do Ministério da Saúde, confirmados pela UNICAMP em 2014.

Por ano, somam cerca de 300 mil nascimentos no Brasil. Além das complicações clínicas, eles trazem muitas incertezas sobre o futuro para as famílias e encerram o sonho dos pais de voltar com o bebê para casa após o parto. Ao invés disso, são seguidos de um longo período de internação na Unidade de Terapia Intensiva.

O trauma da família que passa pela internação neonatal é semelhante ao estresse de um soldado que esteve na guerra e continua após a alta, durante o seguimento multidisciplinar. No entanto, é possível minimizar as sequelas provocadas pela prematuridade por meio de evidências científicas.

Objetivos da Pesquisa

Essa pesquisa de âmbito nacional, coordenada pela ONG Prematuridade.com, busca identificar o perfil dos nascimentos prematuros nas últimas décadas no Brasil e traçar os perfis de mães e bebês e estabelecer interconexões com características de parto, tempo de internação e intercorrências durante a internação, entre outras.

Realizando a coleta através de um formulário online, a pesquisa irá oferecer um panorama nacional sobre os nascimentos prematuros, além de identificar características ligadas às famílias, o perfil gineco-obstétrico das mães dos recém-nascidos prematuros, incluindo características de parto, tipo de parto, aleitamento materno bem como as características das instituições de nascimento.

Como explica Aline Hennemann, vice-diretora executiva da ONG Prematuridade.com, “para que possamos ser mais assertivos em nossas ações sentimos a necessidade de conhecer melhor o perfil dos nascimentos prematuros no Brasil, um país com inúmeras diferenças tanto culturais, quanto sociais”.

“Temos excelentes políticas para garantir um atendimento integral a mães e seus bebês, porém os números de nascimentos prematuros permanecem elevados e precisamos trabalhar ainda mais duro para reverter esse quadro, tendo em vista que hoje o Brasil é o décimo no ranking mundial”, conclui Aline.



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