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Prevenção: a melhor estratégia contra o VSR

28/10/2020 O vírus é considerado sazonal, circulando em uma determinada época do ano, variando, no Brasil, de região para região.

O que é?

O vírus sincicial respiratório, mais conhecido como VSR, é uma das principais causas de infecção aguda nas vias respiratórias, que podem afetar os brônquios e os pulmões. Na grande maioria dos casos, é responsável pelo aparecimento da bronquiolite aguda e da pneumonia, especialmente no primeiro ano de vida. Embora seja mais grave em prematuros, todas os bebês e crianças pequenas são vulneráveis a esse vírus.

Principais sintomas:

● Cansaço
● Falta de ar
● Dificuldade para respirar
● É um vírus que dá pouca febre
Grupos de risco:
● Prematuros
● Cardiopatas
● Doenças pulmonares crônicas

Como acontece a transmissão?

Sendo um vírus respiratório, como o vírus influenza da gripe e o da SARS-CoV-2 (COVID-19), é transmitido de pessoa em pessoa através da tosse, do espirro, da fala, e ainda por superfícies contaminadas. Dr. Renato Kfouri, membro do Conselho Científico da ONG Prematuridade.com, médico infectologista, pediatra e diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), alerta: “100% das crianças são expostas já nos primeiros anos de vida. Até o segundo ano de vida, praticamente todo mundo, já se expôs. Não necessariamente vão desenvolver a doença, uma parte das crianças se expõe e se defende, mas algumas desenvolvem a doença clínica, e a apresentação mais comum é a bronquiolite.”

O preocupante do VSR é que a infecção não leva a uma imunidade permanente. Ao longo da vida podem surgir as reinfecções: as primeiras costumam ser mais graves, e, as demais, quando o vírus retorna, funciona como um resfriado comum. “Não tem doença grave praticamente no adulto ou na criança mais velha. A doença em sua forma mais grave é no bebê pequeno. Mas esses adultos quando tem reinfecções, são transmissores, então existe a chance de se contaminar e também transmitir. E também pode ser causa de morte e hospitalização entre os idosos.’’

Existem três grupos de crianças que se destacam com uma chance muito maior de hospitalização por causa do VSR, podendo levar até a morte: os prematuros, aqueles que têm doenças cardíacas congênitas e os que têm doenças pulmonares crônicas. “Os prematuros, displásicos e cardiopatas são os mais vulneráveis, com risco até 16 vezes maior de hospitalização pelo VSR do que um bebê de termo, por exemplo”, afirma Kfouri.

O vírus é considerado sazonal, circulando em uma determinada época do ano, variando, no Brasil, de região para região. O médico explica que quanto mais perto do Equador, mais ao norte do país, mais precoce a temporada começa. “Na região Norte do país começa em fevereiro, enquanto no Nordeste, Sudeste e Centro-oeste em março, e na região Sul a temporada se inicia em abril. A temporada de circulação do vírus sincicial respiratório dura de três a quatro meses em cada local”, complementa.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico normalmente é clínico. Em caso de suspeita, são solicitados exames onde consta a confirmação da bronquiolite com o diagnóstico de VSR envolvido. O risco maior da doença é a falta de ar, insuficiência respiratória, internação e risco morte, o que praticamente não existe no bebê a termo em comparação. Infelizmente, não um tratamento específico para o vírus. O tratamento é realizado com suporte médico com oxigênio, hidratação e ainda possibilidade de fisioterapia. Vale destacar ainda que não há vacinas contra a VSR. O que existe atualmente é uma imunização, feita com um anticorpo artificial, que tem duração de 30 dias no corpo do bebê, sendo necessário fazer a aplicação durante a temporada de circulação do VSR. Hoje esse anticorpo é distribuído gratuitamente pelo SUS e pelos planos de saúde.

A importância do Calendário de Vacinação

A ONG Prematuridade.com criou um calendário vacinal gratuito para auxiliar nos cuidados da saúde do seu bebê prematuro sabia? Para garantir que você não perca nenhuma data de vacinação do seu filho, basta se cadastrar https://www.prematuridade.com/proteger. Todos os meses serão encaminhados SMS, com alertas para reforçar os cuidados com as datas e dosagem da imunização. Os avisos chegaram todo início de mês, para você conseguir se organizar e comparecer ao posto de saúde.

Este texto é autoral e representa exclusivamente a opinião do autor.

Apoio: AbbVie



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