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Prematura que nasceu com 630 gramas comemora 1º 'mesversário' em casa no MS

16/07/2019 Hugleia Pereira Bispo segura a pequena Zhayra na saída da maternidade Cândido Mariano, em Campo Grande, após três meses de internação da criança.

Zhayra nasceu no dia 9 de março deste ano. Com apenas 24 semanas de gestação - quando a média normal é de 37 a 42 semanas - a prematura veio ao mundo pesando somente 630 gramas, quase a metade do peso de uma caixa de leite longa vida. Ela era tão pequena que cabia na palma da mão de um adulto.

Após três meses de internação, em 21 de junho, a bebê, já com o triplo do peso, 1,965 quilo, recebeu alta da maternidade Cândido Mariano, onde nasceu. Nesta terça-feira (9), a pequena Zhayra comemorou o seu primeiro 'mesversário' - celebração de um mês, em casa, com a mãe, na cidade de Dois Irmãos do Buriti.

Mas até chegar a esse momento, a mãe da bebê, Hugleia Pereira Bispo, de 32 anos, conta que foi uma longa trajetória, que começou ainda com o rompimento inesperado da bolsa amniótica. “Foi tranquilo nos quatro primeiros meses. Mas quando entrou no quinto mês, a bolsa estourou do nada e a neném já estava encaixada para nascer”, conta, completando que o parto foi normal.

Hugleia diz que o diagnóstico feito pelo médico responsável pelo atendimento a sua filha logo após o nascimento a deixou desesperada na época. Ele havia dado apenas 72 horas de vida para a prematura. “No começo, eu entrei em desespero e só chorava. O que me manteve em pé durante todo o tempo foi minha fé em Deus e a equipe do hospital”, diz.

E foi com essa fé e essa determinação que a mãe acompanhou Zhayra nos três meses em que ela permaneceu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da maternidade. Durante todo esse período, para ficar junto da filha, Hugleia ficou hospedada na Casa da Mãe Gestante.

Hoje, com a filha em casa, sem nenhum tipo de sequela e sem doenças, somente tomando vitaminas, a mãe agradece o apoio que recebeu da equipe do hospital. “Só tenho a agradecer a todo mundo da Maternidade, tanto os funcionários da limpeza, da recepção, as enfermeiras e os médicos. Todo mundo me deu forças, principalmente a doutora Maria Cláudia, que é uma excelente pediatra. Se não fosse eles eu não conseguiria encarar três meses no hospital”, disse.

Para a psicóloga Jackeline Medeiros, histórias como a de Zhayra demonstram o comprometimento e o sucesso do trabalho da equipe, mesmo em casos de prematuridade extrema. “Tivemos vários casos assim em 2019. Todo mundo aqui trabalha com vidas e dá o seu melhor. É o milagre do amor”, comentou a profissional, completando que a criança foi uma das menores nascidas no hospital neste ano.

Fonte: G1 (notícia original publicada em 14/07/19).
(Foto: Maternidade Cândido Mariano/Divulgação)



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