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Panorama de Mortalidade Materna pela Organização Mundial da Saúde e outras informações

28/05/2020 28 de maio é o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna.

A morte materna está relacionada às complicações gestacionais, sendo caracterizadas durante a gravidez ou até 42 dias após o parto e todas mortes desencadeadas a partir do processo gestacional, até um ano após. Cerca de 92% dos óbitos estão relacionadas a causas evitáveis que podem ser diagnosticadas no pré-natal precoce. (1, 3 e 4)

Estima-se que, no mundo, ocorram 600.000 mil mortes por ano, ou seja, uma morte a cada minuto. Em países subdesenvolvidos, a taxa de mortalidade é de 239 para cada 100 mil nascidos vivos e em países desenvolvidos a taxa cai para 12 a cada 100 mil nascidos vivos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil, entre 1990 e 2015, a taxa de mortalidade passou de 143 para 63 óbitos maternos por 100 mil nascidos vivos, representando uma redução de 56%. Em 2015, o país registrou 1,738 contra 1.463 de 2016, tendo uma redução de 16%. (1, 2 e 3)

A morte materna abrange mais as mulheres em condições socioeconômicas inferiores e residentes de áreas rurais. A maioria dos óbitos estão relacionados a hipertensão (pré-eclâmpsia e eclâmpsia), hemorragias graves e principalmente no pós-parto, infecções, complicações no parto e abortos ilegais (2). As demais doenças estão associadas pelo vírus do HIV durante a gestação. (1 e 3)

Dentre os fatores que impedem que as mulheres procurem cuidados durante a gestação estão: pobreza, distância, falta de informação, serviços inadequados, práticas culturais, entre outros. A importância do acompanhamento gestacional e pré-natal precoce é um dos indicadores para redução de morte materna.

É importante salientar que a mulher gestante deve sempre ficar atenta a sintomas anormais, como: edemas em membros, dor ao urinar, corrimento ou sangramento vaginal com odor fétido, dor de cabeça e outros. Diante de quaisquer anormalidades, recomenda-se que procure rapidamente uma unidade de saúde mais próxima. (1 e 3)

Referências:
1. OPAS/OMS Brasil. Folha informativa - Mortalidade materna. https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5741:folha-informativa-mortalidade-materna&Itemid=820 (2018).
2. OMS. Ministério da Saúde investe na redução da mortalidade materna. 2018. Disponível em: https://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/43325-ministerio-da-saude-investe-na-reducao-da-mortalidade-materna. Acesso em: 27 maio 2020.
3. AMORIM, M. Assistência Obstétrica Baseada em Evidências Científicas e a Prevenção da Morte Materna . Brasília 1–154 (2014).
4. Carvalho, M. L. et al. Prevenção da mortalidade materna no pré-natal: uma revisão integrativa. undefined (2015).

Autoras: Aline Hennemann, Amanda Paz Santos, Caroline Agliardi, Karina Zanella Arrosi e Ariane de Ávila



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