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Os cuidados com o prematuro tardio

26/02/2019 Os prematuros tardios necessitam de cuidados maiores que recém-nascidos a termo, havendo 50% de chance de necessitar de internação em UTI neonatal.

O grupo de prematuros com idade gestacional de 34 a 36 semanas e 6 dias possui características específicas. Suas taxas de mortalidade são maiores quando comparadas ao recém-nascido a termo e estudos mostram possíveis complicações como hipoglicemia, dificuldade de alimentação, instabilidade de temperatura, distúrbios respiratórios e icterícia. Os prematuros tardios necessitam de cuidados maiores que recém-nascidos a termo, havendo 50% de chance de necessitar de internação em UTI neonatal.

O recém-nascido prematuro tardio é definido por crianças nascidas com idade gestacional de 34 a 36 semanas e 6 dias. Esse grupo de recém-nascidos possui características específicas e suas taxas de mortalidade são maiores quando comparadas ao recém-nascido a termo. Segundo o Dr. Paulo Nader, neonatologista e membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Pediatria, atualmente esse grupo tem recebido maior atenção. Estudos mostram maiores complicações entre os prematuros tardios, tais como hipoglicemia, dificuldade de alimentação, instabilidade de temperatura, distúrbios respiratórios e icterícia.

"No Hospital Universitário (HU) Canoas (RS), onde estudamos uma população de prematuros tardios no período de um ano, em 2015, em 3.343 nascimentos, 6% foram prematuros tardio, ficando 54,6% no alojamento conjunto com suas mães, os restantes necessitaram internação em UTI neonatal. Nos prematuros tardios, 62,5% conseguiram ser amamentados exclusivamente ao seio. Esta população apresentou mais perda de peso durante a internação, dificuldades de mamar, hipoglicemia e icterícia, e estes achados são muito similares ao descrito em outros estudos. Da mesma forma, recém-nascidos com prematuridade tardia tem mortalidade neonatal maior quando comparado com bebês a termo", compartilha o Dr. Paulo. 

Prematuro extremo, moderado ou tardio

O chamado prematuro extremo é definido com o peso inferior a 1.000 gramas e idade gestacional inferior a 28 semanas. Possuem imaturidade em todos os sistemas, necessitando na maioria das vezes suporte respiratório. É o grupo de crianças com maior mortalidade e com maior sequela nos sobreviventes, sendo crianças com longo tempo de internação hospitalar (mais de 2 meses).
O termo prematuro de muito baixo peso se refere a todos os bebês que nascem com peso inferior a 1.500 gramas. Trata-se de uma população importante, pois é onde se concentra a maior morbidade e mortalidade, representando 1,5% dos nascimentos. São crianças normalmente abaixo de 32 semanas. Já os prematuros entre 32 e até 33 semanas e 6 dias não se enquadram em classificação da OMS. Esta faixa de idade gestacional pode ser entendida como prematuro moderado, com menor mortalidade.

O prematuro tardio possui um peso maior, assim como uma estabilidade térmica e reservas nutricionais maiores quando comparados a prematuros menores, necessitando menos cuidados. No entanto, cabe ressaltar que prematuros tardios necessitam de cuidados maiores que recém-nascidos a termo, havendo 50% de chance deste bebê necessitar de internação em UTI neonatal. Um prematuro tardio com 2.000 gramas perderá peso, chegando muitas vezes a 1.750 gramas, tendo dificuldade para mamar, manter temperatura e maior risco de desenvolver hipoglicemia e icterícia. Logo, deverá permanecer um período maior de internação.

Relação com a cesária eletiva

O cálculo da idade gestacional está vinculado a data da última menstruação ou ecografia fetal precoce, entre 7 e 12 semanas de gestação. Dependendo da avaliação, pode haver uma diferença de até 2 semanas no cálculo da idade gestacional. Dr. Paulo exemplifica: "Se interrompermos uma gestação com 38 semanas por um parto cesário de forma eletiva, ocorrendo um erro no cálculo da idade gestacional, poderá nascer um prematuro tardio com 36 semanas, com maior risco de doença respiratória, dificuldades para amamentação e maior tempo de internação hospitalar. A Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia não recomenda interrupção eletiva de gestação com 38 semanas". 

Apesar do progresso da medicina e dos avanços tecnológicos, a prematuridade no mundo não tem apresentado redução. Entre as causas da prematuridade onde é possível interferir podemos citar um pré-natal adequado, com um bom acompanhamento médico. A importância do planejamento da gestação, corrigindo problemas e infecções antes de engravidar. Não pode ser esquecido que infecções de qualquer tipo na gestação podem aumentar o risco de trabalho de parto prematuro. A fertilização in vitro e a gemelaridade são situações de risco para a prematuridade.



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