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Esperando meu milagre João Roberto

14/01/2018 João Roberto.

"Na vida nada acontece como queremos, muito menos como imaginamos. Quando me casei em 2010, logo quis engravidar e descobri que seria praticamente impossível. De maneira natural, as chances era em torno de, no máximo, 5%. Passei por inúmeros médicos e cada consulta saia mais triste que entrava. Até que o inesperado aconteceu. Engravidei de forma natural! O primeiro milagre em vida estava acontecendo.

Assim que soubemos da gravidez, procurei meu médico e ele me encaminhou a uma médica que tratava gestação de alto risco. Minha gravidez foi super tranquila, exceto por eu passar mal por quase tudo. Chegando às 33 semanas, não senti nada de diferente, mas o tempo estava muito abafado, fazia um calor tremendo e a lua naquela noite estava super diferente. Estava linda e cheia. Aquela sexta-feira jamais será esquecida. Às 22:30, a minha bolsa estourou. Era muita água, eu chorava muito, pois o medo de perder meu menino doía na alma. Foram 12 horas de angústia, porém sem grandes dores. As contrações eram leves. Meu menino João Roberto nasceu no sábado, às 10:30 da manhã, chorando muito, mas com dificuldade pra respirar, com 33 semanas, 46cm e 2,155kg. Os médicos já acharam um grande milagre ele estar bem, levando em consideração tudo que havíamos passado.

Foram 15 dias de muitas lutas, com visitas de 30 minutos duas vezes ao dia. Eu sentia que estava abandonando meu menino. Aquela sala fria e ele sendo aquecido por máquinas e não pelo meu corpo. O máximo que conseguíamos quando estava dentro daquela caixa acrílica era tocar de leve seu lindo corpinho franzino. Com a graça de Deus, tivemos alta. Vivemos dias lindos, mas nossos momentos de terror estava apenas iniciando. Não sabemos ao certo como é, nem o porquê de termos que passar por tanta provação. Dito como uma infecção de ouvido aos dois meses e uma febre altíssima, foi tratado com antibióticos, mascarando o que realmente estava acontecendo. Conhecendo meu bebê, sabia que não estava bem. Voltamos ao hospital e logo foi nos avisado que a situação era gravíssima e, assim poderíamos perdê-lo a qualquer momento. O médido que o atendeu fez de tudo por ele, tudo mesmo. E o mandou direto para a UTI.

Iniciava mais uma vez a torturante rotina de UTI, mas dessa vez pude ficar com ele. Foram 18 dias de internação, que, sinceramente, não vi passar. Devido a prematuridade, ele teve de fazer uma cirurgia na cabecinha, ficando com o dreno para fazer a retirada do líquido. Ele teve um higroma subdural. Foram duas transfusões sanguíneas, três exames da coluna retirando o lícor, para confirmar uma possível meningite. Exames de sangue diários, três tomografias. E, por fim, nenhuma sequela. Quando tivemos alta, o médico me disse que ele estar vivo é lucro, sem sequelas é um milagre. Meu Deus curou meu menino e o deu pra mim. Hoje, sou grata ao Deus que deu seu único filho para morrer na cruz do calvário e salvar nossas vidas.

João Roberto está lindo, completou recentemente 5 meses. Sou grata ao meu Deus por tudo. Sem Ele não conseguiria passar por tudo. Que minha história possa dar esperança a quem precisa."

(relato da mamãe Thenille Karlas de Macedo Rodrigues, enviado em 2017)



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