• Parceiros oficiais:
  • Efcni
  • March of Dimes
Arraste para navegar

Pais de prematuros já sabiam: o distanciamento social salva vidas! #fiqueemcasa

download

Enquanto a pandemia causada pelo coronavírus se espalha pelo mundo, causando angústia e incertezas, todos estão começando a se convencer da importância do distanciamento social como estratégia de combate à propagação do vírus.

O conceito do distanciamento social é relativamente simples, mas os efeitos que resultam dessa atitude em um momento crítico como o que estamos vivendo, pode salvar vidas, acredite.

Estar distante socialmente significa ficar resguardado em casa o máximo possível, só se deslocando em situações imprescindíveis e, quando precisar sair, adotar medidas de segurança para evitar que a contaminação se espalhe, como manter distância das outras pessoas, evitar tocar o rosto e higienizar as mãos sempre que possível.

Esse “quase isolamento” e as medidas para se manter seguro - que parecem uma operação de guerra ou uma cena de filme - é algo muito novo para a maioria da população. Mas não para pais e mães de bebês prematuros. Muitos deles já passaram por isso, sabem bem o porquê esse distanciamento é necessário e, o mais importante, sabem que sim, ele realmente funciona!

A fragilidade da saúde do prematuro deveria ser algo óbvio aos olhos de todos, mas infelizmente não é. Aqui no site da ONG Prematuridade.com, dentre centenas de histórias reais publicadas, há diversos relatos de pais incompreendidos por familiares e amigos em função dos cuidados com o bebê após a alta hospitalar. Muitos deles contam que avós, tios e dindos do bebê, na ânsia de conhecer, pegar, ninar o bebê - vontade totalmente compreensível - ficavam chateados com os vetos ou condições que eram impostas.

Ocorre que, quando saem do hospital com seu prematuro nos braços, os pais são orientados a manter uma rotina de cuidados similares aos praticados na UTI Neonatal. Isso é essencial para garantir que o bebê mantenha suas defesas em alta (imunidade) e passe pelos primeiros meses e anos de vida com o máximo de saúde possível. Dentre os cuidados mencionados estão: lavagem de mãos, uso de álcool gel, uso de máscara, evitar aglomerações, manter o ambiente arejado, evitar contato com pessoas resfriadas, etc. Exatamente a mesma coisa que estamos fazendo agora durante a pandemia causada pelo coronavírus.

A boa notícia é que essa estratégia funciona, e muito!

A Dra Jen Gunter é uma ginecologista-obstetra e escritora americana que teve trigêmeos em 2003 e fala, nesse texto para o The New York Times, sobre sua exitosa experiência de distanciamento social com seus bebês prematuros. Confira na tradução adaptada abaixo:

“Em 2003, meus trigêmeos nasceram extremamente cedo. Aidan morreu no nascimento e meus dois meninos sobreviventes, Oliver e Victor, nascidos com 26 semanas (...)

Eu estava apavorada. Como médica, ouvia falar de infecções virais, como influenza ou vírus sincicial respiratório (VSR), varrendo as UTIs e matando bebês.

Depois de quase três meses, os meninos estavam prontos para voltar para casa com oxigênio. Meu marido e eu fomos instruídos a limitar suas interações com a sociedade - especialmente com outras crianças. Mesmo um resfriado pode ser devastador, não importa a gripe. O melhor conselho médico era fazer todo o possível para evitar que eles tivessem uma infecção no primeiro ano de vida.

Mas como? Não era como se pudéssemos levá-los para casa, trancar as portas e nunca mais sair.

Havia outras coisas a considerar: alimentos e suprimentos essenciais para reabastecer, medicamentos para coleta, exames de sangue no hospital, visitas domiciliares de enfermeiras e fisioterapeutas e consultas médicas.

Tantas consultas, e todas no hospital infantil - o mesmo local em que é mais provável a ocorrência de infecções graves. Cada visita era como se eu estivesse executando uma manobra de horrores infecciosos.

Como eu fiz isso?

Eu nunca apertei as mãos de ninguém, acenava e sorria.

Usei bastante desinfetante para as mãos - colocar um carrinho duplo carregado com tanques de oxigênio dentro e fora de um banheiro público fez da lavagem das mãos um desafio.

As compras de supermercado aconteciam principalmente tarde da noite, muito depois do meu marido ter chegado em casa.

Todos que entravam na casa - médico, amigo ou família - eram obrigados a estar vacinados e a usar higienizar as mãos na porta, ou ir direto ao banheiro para lavar as mãos. Essa era a regra, e ponto.

Recusamos visitas de pessoas com crianças em creches ou escolas. Alguns ficaram chateados, mas se insultar com o fato do nariz escorrendo do filho ser uma causa potencial de morte para meus filhos era um problema, francamente, não fomos feitos para ser amigos. E ainda alguns amigos, que não puderam nos visitar, deixaram mantimentos ou refeições na nossa porta: atos aleatórios de bondade que me tocaram bastante.

Isso foi antes do Facebook. Smartphones e Wi-Fi em casa não existiam. Não havia bate-papos por vídeo. Liguei para amigos e familiares do telefone fixo, porque meu celular tinha poucos minutos. Naquela época, parecia um isolamento social.

Quando os meninos saíram do oxigênio, aos 9 meses, relaxamos um pouco e ocasionalmente fomos a restaurantes. Nos sentimos confiantes para dar uma festa no primeiro aniversário deles, um marco que não poderíamos imaginar um ano antes. Todos que compareceram sabiam o que havíamos passado, e confiamos que nossos amigos e familiares não apareceriam doentes.

Durante nossos 18 meses de distanciamento social, eu mantinha duas semanas de comida em casa, caso um de nós ficasse doente. Nunca guardei papel higiênico (honestamente, não faço ideia do que se passa com isso)!

Distanciamento social é um privilégio, mas não deveria ser. Deveria ser apoiado pelo governo como uma medida de saúde pública. Quanto mais rápida e eficientemente a sociedade puder praticar o distanciamento social diante de uma pandemia viral, menos grave será o impacto eventual para todos.

O que aconteceu quando minha família finalmente acabou com o distanciamento social e deu o último grande passo (interação com outras crianças)?

Dentro de uma semana, Oliver estava no hospital com pneumonia e voltou ao oxigênio. Foi devastador vê-lo tão doente, mas me fez perceber que nossa estratégia de distanciamento social tinha sido muito eficaz e havia valido todo o esforço.”

Adaptado de: https://www.nytimes.com/2020/03/13/parenting/social-distancing-coronavirus.html

Distanciamento social funciona! Vamos fazer a nossa parte.

A ONG Prematuridade.com une-se a todos em pensamento e coração e reafirma: #fiqueemcasa #vamospassarporisso #covid19 #coronavirus #vaipassar

 



Tem um bebê
prematuro?

Preencha nossos cadastro e ajude
a direcionar as ações da nossa ONG

Cadastre-se