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Muito amor e força por Gael

02/02/2017 gaelcomlogo01

"Descobri a minha gravidez em um período em que estava me adaptando a uma nova cidade. Sou de são paulo e mudei para Brasília, casamento novo, tudo novo e, claro, a notícia da gravidez foi assustadora! Meu marido me apoiou, mas eu estava com medo, pois sabia dos riscos que correria sendo uma grávida obesa. Muitos disseram que eu não conseguiria. Fiz minha parte, mudei minha alimentação depois de passar na nutricionista, e, além de não ganhar peso durante a gravidez, ainda perdi de forma saudável. Fazia esse esforço pensando no meu baby. Eu não queria que ele sofresse por negligência minha, mas, na 22ª semana de gravidez, minha pressão arterial começou a subir, minha obstetra me medicou, e conseguimos estabilizar.

Com o passar do tempo, tudo ia bem, nem diabetes gestacional eu tinha. Minha médica viajou de férias, e eu na 29ª semana. Ela deixou um médico amigo dela de sobreaviso sobre a minha gravidez de risco. Estava no trânsito com meu marido e minha irmã, em uma briga de trânsito. Me irritei muito e me exaltei bastante. Fomos ao médico, minha pressão estava alta e proteinúria nos exames. Conseguimos estabilizar a pressão. Fui para casa já com data para voltar e ser internada.

No dia seguinte, não sentia nada além de uma dor de cabeça muito forte. Meu marido, sempre precavido, ligou para o médico e comentou o que havia ocorrido. Por coincidência, ele estava na maternidade que eu pretendia fazer meu parto e disse que era para eu passar na emergência, melhor pecar por excesso. Medimos minha pressão e estava alta. Fui medicada e internamente implorava para meu corpo se controlar e a pressão baixar, mas ela não baixava, chegou a 25 por 13!

O médico me avisou: "Você vai ser operada hoje!". Com 31 semanas de gestação, entrei em pânico. Não, o meu bebê não esta preparado! E ele me disse: "Se não fizermos isso, você e seu bebê podem morrer". A operação foi um sucesso, meu bebê saiu chorando, o que me disseram ser um bom sinal. Vi rapidamente, ele foi direto para UTI Neo. Eu estava perdida, não sabia nada sobre nada! Só pude ver meu bebê no outro dia a noite, na incubadora, entubado, de cortar o coração de qualquer um. Mal sabia o que estava por vir. O pediatra sempre me dizia para viver um dia de cada vez, ter paciência. Acho que isso escutamos demais durante os 43 dias que o Gael esteve na UTI. Fácil falar, e difícil de ter, essa tal de paciência...

Não aceitava bem a dieta. Quando aceitou, veio o problema do coração, com cirurgia. Poxa, essa foi a parte mais tensa e mais difícil. Para ser pai e mãe de UTI, tem que ter um coração forte e valente e cheio de esperança!

E no dia 24 de novembro de 2014, 43 dias após seu nascimento cronológico, nascia meu bebê Gael para o mundo! Ele veio para o mundo já me ensinando a dividir, esperar, ter fé e, mais que tudo, a amar. Nunca pensei que seria tão forte e que amaria tanto assim."

(relato da mamãe Suellen, enviado em 2014)

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