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A vitória de Madalena

04/05/2020 Madalena

"Olá! Me chamo Luana, tenho 26 anos, sou casada com o Emerson, somos pais do Bernardo, de 4 aninhos, e da Madalena, de 2 meses (idade cronológica).

A gravidez do Bernardo foi super tranquila, e da Madalena corria bem, até que com 26 semanas de gestação começou meu pesadelo. Senti a pior dor da minha vida, e fui às pressas para a maternidade. Fiquei internada por 4 dias, com suspeita de cólica renal e até sangramento eu tive. Após a alta, refiz uns exames e apareceu um cisto de 20cm no meu abdômen que não dava para ver qual era a origem.

Passando uma semana, a minha obstetra pediu para refazer o ultrassom e o cisto tinha crescido mais um pouco. No dia 21/11/18, a minha médica me internou para fazer uma ressonância, mas já me alertara de que ficaria internada até o bebê nascer, devido aos riscos que eu corria, do cisto se romper e dar uma hemorragia, ou do bebê parar de se desenvolver, pois ela estava sendo comprimida pelo cisto.

Após 15 dias de internação, refiz a ressonância e o cisto tinha dobrado de tamanho: já não era cisto, era um tumor. Estava com 32 semanas de gestação e não podíamos mais esperar! Fui para a cirurgia correndo muitos riscos e sem saber o que os médicos iriam encontrar. Fui submetida a uma laparotomia, retiraram o tumor que era ovariano e pesou 10 kg (sim, 10kg!). E interromperam a gestação

Madalena nasceu pesando 1,730kg e 43cm. Resmungou bastante, veio para mim duas vezes ainda na sala de cirurgia e foi para UTI. Com 9 dias de UTI Neo, ela pegou infecção que atingiu o sistema nervoso central (meningite neonatal). Eu, que achava que já tinha passado por situação pior, aquilo foi devastador. Era gravíssimo o estado dela, mas eu não deixei me abalar. Ia no hospital todo dia ordenhar meu leite para ela tomar pela sonda, chegava na incubadora e não podia pegar no colo, mas orava a Deus todos os momentos pela vida da minha filha, pois não imaginava meu filho não conhecer a irmã que ele tanto desejava. E eu não conseguia pensar na dor de perder um filho.

Foram 14 dias de antibiótico, PIC, vômitos, mas Madalena se curou! Veio para o peito após 16 dias de vida, e dali não saiu mais. Com 31 dias de UTI neonatal, ela veio para casa, de antemão podemos dizer que sem sequelas. Mas eu creio em nome de Jesus que seu crescimento será o mais saudável possível. Eu amadureci e sei que somos testemunhas do amor de Deus por nós. Que ele interceda por todas as famílias que estão com seus filhos na UTI. Um abraço, fiquem com Deus!"

(relato da mamãe Luana Silva, enviado em 2019)

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