18 de Fevereiro de 2026

Prematuridade devido o acretismo - Cecília Vitória

Meu nome é Camila Massani Fernandes Madeira, e minha filha, Cecília Vitória, nasceu prematura com 31 semanas de gestação. Minha gravidez era acompanhada de perto porque eu tinha um diagnóstico grave: acretismo placentário com placenta prévia total — uma condição rara em que a placenta se fixa profundamente no útero, podendo causar hemorragias severas. Mesmo assim, até então, tudo estava estável.

No dia 13 de dezembro de 2024, comecei a me sentir mal e fui ao Hospital Santa Joana, em São Paulo. Fui avaliada pela equipe de plantão e, inicialmente, os exames não indicavam que o parto aconteceria naquele momento. Mas, poucos minutos depois, tive uma hemorragia súbita e intensa. Por providência divina, meu médico, Dr. Pasquale Pacucci, ligou exatamente naquele momento. Ao saber da gravidade, foi imediatamente ao hospital, chegando em cerca de 20 minutos, acompanhado do Dr. Mário Macoto Kondo, especialista em acretismo placentário.

A partir dali, tudo aconteceu muito rápido. Fui levada para uma cesárea de emergência. Precisei ser intubada, recebi transfusões de sangue e passei por uma histerectomia para conter a hemorragia. Foi uma cirurgia delicada, complexa e decisiva. Enquanto minha vida era estabilizada, minha filha nascia antes do tempo.

Cecília Vitória veio ao mundo pequena, mas imensamente forte. Passou 54 dias na UTI neonatal, enfrentou duas cirurgias intestinais e muitos dias de incerteza. Foram semanas de fé, lágrimas, monitor cardíaco apitando, ordenhas, visitas controladas e uma montanha-russa de emoções que só quem vive a UTI neonatal entende.

A prematuridade muda tudo. Muda os planos, o parto idealizado, o colo imediato. Ensina sobre força, sobre espera, sobre resiliência. Ensina que cada grama ganha é uma vitória. Cada dia sem intercorrência é um milagre silencioso.

Hoje, minha filha está bem. Saudável. Forte. Um verdadeiro símbolo de superação.

Divido minha história para que outras mulheres saibam:
• O acretismo placentário existe.
• Hemorragias na gestação precisam de atendimento imediato.
• Equipe preparada faz toda a diferença.
• E a prematuridade, apesar de assustadora, também pode ser vencida.

Que minha história leve informação, esperança e acolhimento a outras mães que estejam vivendo o turbilhão da UTI neonatal. Porque a prematuridade não define o fim da história — apenas o começo de uma jornada de força.

Com carinho,
Camila Massani Fernandes Madeira

Responsabilidade do conteúdo por conta do autor, não reflete o posicionamento da ONG. Não nos responsabilizamos pela veracidade dos fatos.

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