

22 de Março de 2026
John
Olá. Desde a primeira ecografia, eu descobri o alto risco para pré-eclâmpsia e comecei a tomar aspirina e a ser acompanhada no hospital. Até então, estava a correr bem, até que, com 22 semanas de gestação, descobri que meu John tinha uma restrição de crescimento grave precoce. Estava no percentil 1. Fiquei sem chão e sem esperanças.
Às 24 semanas, ele já estava no percentil 0,02. E eu descobri que estava com a pré-eclâmpsia. Fiquei internada até as 30+1. E, nesse tempo de internamento, só pedia a Deus todos os dias que não me tirasse meu filho. Foram momentos de muita angústia, medo e sofrimento.
Então, meu John veio ao mundo pesando 572 gramas e 28 cm. Precisou ser reanimado, mas, graças a Deus e à equipe, ele ficou estável. Então começou a rotina de UTI neonatal.
No começo, não conseguia ir todos os dias. Ele estava em um hospital bem longe da minha casa, que era onde tinha vaga. Me culpava por não estar sempre lá com ele.
Então, o John completou seu 1 mês de vida e seus 1 kg na neonatal. Estávamos muito felizes que estava tudo a correr bem e ele estava quase a sair do respirador. Mas John acabou pegando uma gripe e ficou em estado grave. Precisou ser entubado. Ali, meu chão se abriu. Foram 1 semana de muita dor.
Mas meu John me mostrou que era forte e tinha muita vontade de viver e, 8 dias depois, foi desentubado e não precisou mais de oxigênio. Foi para a neo intermediária, onde saiu da incubadora, aprendeu a mamar e, 2 meses e 9 dias depois, tivemos nossa tão sonhada alta, com 1.780 g e 31 cm.
John é muito pequeno, mas muito forte e saudável. Hoje escrevo aqui com lágrimas nos olhos e meu milagre no colo.


