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12.03.2022

Guerreiro Joaquim

Dia 29 de junho de 2019, minha bolsa rompeu e precisei ir para a maternidade, sonhava em ter parto normal, pela posição que o Joaquim estava, precisou ser cesária.

Ele ficou nove dias na UTI, fazíamos três visitas por dia, as visitas da noite eram as piores, ir para casa e deixar ele lá a noite toda. Era um frio no coração, a cada visita, era uma notícia diferente, já entrava na UTI com medo do que viria.

A primeira foi a icterícia, é algo comum, que muitas crianças têm, me assustei quando cheguei na incubadora e vi ele só com a boquinha para fora, com o olho tampado e uma luz forte em cima.

Peguei ele uma vez só no colo e precisei ficar 48 horas sem pegar, fazendo carinho pelo buraco da incubadora. No dia seguinte, o pediatra de plantão me chamou para dizer que foi detectado uma má formação no queixinho do Joaquim, mas com o tempo isso iria melhorar, fiquei assustada, quando temos um filho, não queremos que nada aconteça.

No outro dia, mais uma notícia, suspeitaram que ele tinha Síndrome de Edwards, por alguns sinais clínicos (choro fraco, queixo muito retraído, dedos dos pés encavalados). Avisaram que essa síndrome tinha pouco tempo de vida, e que precisávamos ser fortes, alguns bebês vivem 72 horas, outros dois meses. Ficamos sem chão, não tinha mais sentido minha vida, só chorava, não comia, não conseguia dormir.

Foram dois meses de muita angústia e sofrimento, o resultado do exame demorou muito a ficar pronto, em torno de quarenta dias. Passados trinta e cinco dias, o laboratório me liga dizendo que não foi possível fazer o exame, pois, teve erro na amostra e teria que repetir. Mais um mês aguardando o resultado, para ter que repetir e aguardar mais um mês. Até que passados os dois meses de espera, saiu o resultado, ele não tinha a síndrome, foi uma alegria tremenda, muitas lágrimas, mas dessa vez de alegria.

Depois de um tempo, ele foi diagnosticado com laringomalácia, é uma condição que o bebê nasce, fomos investigar, ele tem muito refluxo e faz muito barulho ao mamar, ao respirar, observamos que aquilo não era normal. Para a laringomalácia não há tratamento (a não ser quando é mais sério e precisa operar), é preciso ter paciência e esperar a laringe ficar firme.

Quanta coisa esse menino já passou em tão pouco tempo, mas ainda não acabou, um mês depois teve bronquiolite e precisou ficar internado, após cinco dias de internação, a bronquiolite já tinha melhorado, raio x melhor, ele começou a ter febre alta. Estava com infecção bacteriana, devido a uma flebite no pé. Pegou a infecção no hospital, foi preciso ficar no total quinze dias no hospital, para terminar o tratamento com antibiótico.

Em 4 meses de vida, Joaquim já tem muita história para contar, graças a Deus ele está bem, saudável e lindo!

(Relato da mamãe Ivna, enviado em 2019)

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