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28.01.2026

Atenção, famílias de prematuros: a proteção contra o VSR começa em fevereiro - é um direito do seu bebê

A partir de fevereiro, começa no Brasil uma nova fase na proteção de bebês prematuros e crianças com comorbidades contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). O nirsevimabe, uma nova tecnologia incorporada ao SUS, já está sendo disponibilizado e toda criança que tem direito deve receber. A orientação é clara: pergunte, informe-se e exija esse direito — no SUS e também nos planos de saúde.

A estratégia do Ministério da Saúde é que o bebê já saia da maternidade ou da UTI neonatal imunizado, protegido desde os primeiros dias de vida. Para isso, o Ministério está organizando estoques do medicamento em maternidades e UTIs neonatais de referência, garantindo que os bebês prematuros não precisem esperar ou correr riscos desnecessários após a alta. É fundamental que as famílias conversem com a equipe de saúde ainda durante a internação.

Essa estratégia com o nirsevimabe é complementar à vacinação de gestantes já incorporada pelo SUS, que protege o bebê nos primeiros meses de vida, fortalecendo uma abordagem integrada e contínua de proteção contra o agravamento da infecção pelo vírus.

O VSR é o principal causador de bronquiolite e pneumonia em bebês pequenos, sendo responsável por um número expressivo de hospitalizações no primeiro ano de vida. Bebês prematuros têm risco muito maior de agravamento, necessidade de UTI e, infelizmente, de óbito. A chegada do nirsevimabe representa um divisor de águas na saúde pública, com potencial para evitar milhares de internações, reduzir sequelas respiratórias e salvar vidas.

O nirsevimabe é um medicamento preventivo de dose única que oferece proteção imediata e prolongada contra o VSR. Ele não é uma vacina tradicional, mas uma imunoprofilaxia, especialmente indicada para bebês que ainda não têm o sistema imunológico maduro — como os prematuros.

Um dos maiores avanços dessa nova política é que todos os bebês prematuros, independentemente da idade gestacional ou do peso ao nascer, passam a ter direito à proteção pelo SUS. Antes, o acesso ao palivizumabe era restrito a prematuros extremos - em alguns Estados, os nascidos com menos de 32 semanas também - e exigia cinco doses mensais. Agora, o direito é ampliado e mais justo.

De acordo com as diretrizes nacionais do Ministério da Saúde:

  • Todos os bebês prematuros têm direito ao nirsevimabe no primeiro ano de vida, e esse é um ponto fundamental: o prematuro recebe a proteção em qualquer época do ano, conforme o nascimento, e não apenas durante a sazonalidade;
  • Crianças com comorbidades têm direito à imunização até os 2 anos de idade, durante o período sazonal do VSR, que ocorre aproximadamente de fevereiro a agosto.

Outro ponto importante: planos e convênios de saúde também são obrigados a garantir a aplicação do nirsevimabe para todas as crianças prematuras e crianças com comorbidades, seguindo os mesmos critérios definidos pelo Ministério da Saúde. O medicamento faz parte da cobertura obrigatória, e as famílias devem exigir esse direito também na saúde suplementar.

O Ministério orienta ainda que crianças que iniciaram palivizumabe na sazonalidade de 2025 devem continuar com o mesmo medicamento em 2026, sem troca. Não é permitida a intercambiabilidade entre palivizumabe e nirsevimabe na mesma sazonalidade. Já os bebês prematuros nascidos a partir de agosto de 2025, que ainda não receberam nenhuma proteção, têm direito ao nirsevimabe.

Essas famílias devem procurar o quanto antes uma unidade de saúde — antes de o bebê completar seis meses de vida — levando relatório de alta, prescrição médica e documentos necessários. Mesmo que o medicamento ainda não esteja disponível naquele momento, é essencial registrar a solicitação, garantindo o acesso assim que o estoque chegar.

A implementação está acontecendo de forma progressiva nos estados. Por isso, precisamos de uma grande força-tarefa de informação. A imunização precisa chegar na perninha de todos os bebês que têm direito.

Informar, perguntar e exigir é proteger. Bebês prematuros têm direito — e cada dose aplicada é uma vida mais segura.

Acesse o documento oficial do Ministério da Saúde que traz as recomendações sobre o Nirsevmabe: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/guias-e-manuais/2026/guia-de-estrategia-contra-virus-sincicial-para-criancas-prematuras.pdf

Assista abaixo ao Webinário realizado pelo Ministério da Saúde no dia 20/01/2026, com gestores e especialistas, para tratar da introdução do nirsevimabe:

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